terça-feira, 8 de novembro de 2011


Cinco direitos que temos e não são divulgados (Enviado de Lavras (MG) por Ivone Veloso)



MUITO INTERESSANTE!!!

Cinco informações úteis não divulgadas! Principalmente a QUARTA

1. Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperAr um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! www.cartorio24horas.com.br

Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.

Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.

2. DIVULGUE. É IMPORTANTE: AUXÍLIO À LISTA
Telefone 102... não!
Agora é: 08002800102
Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são importantes......
NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.
SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO VERDADEIRAMENTE GRATUITO.

Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.


3. Importante: Documentos roubados - BO (boletim de occorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA???

Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11)..

Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..

4) MULTA DE TRANSITO : essa você não sabia

No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.
Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

5) ARTISTA FAMOSOS FICAM EM FORMA COM EXERCICIO E DIETA?

Tudo mentira, os famosos tem uma receita secreta que deixa o corpo em forma sem esforço,
porisso conseguem perder peso muito rapido.
Tem uma coluna da Globo que mostra como funciona -http://www.colunaglobosaude.com.br

DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!!!!

domingo, 6 de novembro de 2011


6 de Novembro: Dia da Fundação de Poços de Caldas



A história de Poços de Caldas tem seu início na descoberta das suas fontes e nascentes de água a 45 graus centígrados na área que passou a ser conhecida como Campos de Caldas, no final do século XVIII, por Bandeirantes que vinham em busca de ouro e pedras preciosas.

Como não fossem ali encontrados ouro nem pedras preciosas, tal parte do território ficou desabitada até a época da decadência da mineração de ouro, atividade que foi sendo substituída pela agropastoril. No começo do século XIX, a fama das virtudes terapêuticas das caldas foi superando o medo provocado pelas crendices.

A fama do poder curativo das águas se espalhou rapidamente, fazendo com que um grande número de pessoas, na maioria doentes, enfrentassem diversas dificuldades para chegar às fontes devido a inexistência de um povoado e as dificuldades de acesso ao local.

Desde o início do século XIX, o local das águas e região adjacente estava sob administração de Caldas (nome que vem do latim "calidu" que significa "águas quentes").

A fama das águas continuava crescendo, mas nada ainda havia sido feito para receber os visitantes.

Para usufruir dos banhos sulfurosos, um dos freqüentadores das fontes foi o fazendeiro José Bernardes da Costa Junqueira que, encontrando excelentes pastagens, acabou por requerer do Governo Imperial uma sesmaria, a qual foi dividida entre os seus quatro filhos.

Em 1826, foi elaborada uma primeira planta do local, indicando nascentes de fontes, ranchos erguidos para enfermos, cemitério e área para construção de um hospital e de algumas casas.

Pouco depois, Joaquim Bernardes da Costa Junqueira um dos filhos de José Bernardes da Costa Junqueira, adquiriu dos outros irmãos toda a propriedade e fundou a Fazenda do Barreiro, dedicando-se à criação de gado e dando início a um povoado que seria o núcleo da futura cidade de Poços de Caldas (barreiro era a designação dada, em Minas Gerais, para fontes perenes de águas minerais). Enquanto isso, o número de visitantes aos poços de águas termais aumentava.
Em 6 de Novembro do ano de 1872, a Família Junqueira doa uma área de 96 hectares de suas terras para o estado, depois que o Senador Dr. Joaquim Floriano de Godoy, interessado pelas águas, manda desapropriar os lotes ao redor das fontes, indenizando os proprietários. Estava assim inicializado o nascimento de Poços de Caldas.

Em 1889, a cidade foi desmembrada do distrito de Caldas e elevada à categoria de vila e município.

Origem do nome: Segundo Pedro Sanches Lemos, a explicação para a origem do nome de Poços de Caldas está no fato que as fontes termais, originalmente, eram barreiros ou bebedouros onde animais silvestres saciavam sua sede. E os bandeirantes usavam estes mesmos barreiros, que chamavam de poços, para dar água a seus animais e pela qualidade dela fizeram uma analogia com Caldas de Portugal.

Ao longo do tempo a cidade teve vários nomes até chegar a Poços de Caldas: Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas, Nossa Senhora da Saúde de Caldas, Nossa Senhora da Saúde de Poços de Caldas e Águas Virtuosas de Caldas.

sábado, 17 de setembro de 2011

Carlos Alberto Pereira constiutiu presença marrcante na inauguração da sede do PDT de Lambari

O Diretótório Municipal do PDT de Lambari inaugurou sua sede à Rua Afonso Vilhena Paiva, 245 que, em razão da representatividade das pessoas que prestigiaram o evento, se transformou no acontecimento cívico e político-suprapartidário do ano em Lambari.

Carlos Alberto Pereira, pela segunda vez em poucos dias, se deslocou de Lavras para prestigiar o Diretório nascente e chegou acompanhado do Vereador Luiz Carlos Siqueira (Kal), de São Lourenço, pré-candidato a prefeito daquele importante município do Ciruito das Águas, no Sul de Minas.

Outros amigos e companheiros de Carlos Alberto, também, pela segunda vez comparecem a um evento promovido por esta célula da agramiação Brizolista, tais como o empresário Sandro Henrique de Carvalho, presidente do PDT de Conceição do Rio Verde e pré-candidato a prefeito daquele município, o Vereador do PDT José Henrique Paganelli, o qual desempenha, atualmente, seu sétimo mandato.

Sandro e Paganelli se faziam acompanhar do padre vigário da Paróquia de Donceição do Rio Verde e de Jota Rubens Brasil, autor de 200 fotos que estão sendo publicadas em vários dos nossos Blogs. 

  O Prefeito de Lambari, Marco Antonio Resende (Marcão) se fez presente ao acontecimento, acompanhado, entre outros, pelo seu assessor Ronaldo e pelo Jorjão e, na oportunidade, convidou o Presidente do Diretório do PDT, Edson Nogueira Paim e demais membros da agremiação brizolista, para comparecer a festa comemorataiva dos 110 anos da fundação do Município de Lambarí, no dia 16 do corrente mês de setembro.

 O Presidente da Câmara Municipal de Lambari, Vereador Bebiano e o Vereador Marcelo Braga, ambos campeões de votos no município e integrantes do PMDB, partido da base aliada da Presidente Dilma Roussef, foram presenças que honraram o novo diretório do PDT e seus filiados.

O empresário Eugênio Carneiro Rodrigues, ex-Prefeito de Lambari (dois mandatos) e proprietário da rádio de TV Transmineral, juntamente com o Prefeito Marcão e o Vereador Bibiano dividiram com os membros do Diretório do PDT, a honra de recepcionar os convidados ilustres, que se afastaram de suas cidades para abrilhantar este singelo evento, mas prenhe de significado cívico e político-pluripartidário.  

Além de algumas fotos da reunião, aqui apresentadas, informamos aos leitores que estamos postando, gradativamente, em outro Blog, a maioria das 200 fotos de Jota Rubens Brasil sobre este acontecimento ímpar, em Lambarí e, para vê-las, basta clicar no seguinte LINK:

http://edsonpaimnews.blogspot.com/2011/09/blog-post.htmlhttp://edsonpaimnews.blogspot.com/2011/09/blog-post.html



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dehon Morais Junior na inauguração da sede do Diretório Municipal do PDT de Lambari

Em Porto Alegre, por ocasião do V Congresso Nacional do PDT e comemoração dos 50 anos da Campanha da Legalidade, comandada pelo então Governador do Rio Grande do Sul e que exigiu e obteve a posse do Vice Presidente eleito, João Goulart, na Presidência da República, face à renuncia de Jânio Quadros, o autor deste Blog e Presidente do Diretório Municipal de Lambari teve a oportunidade de convidar pessoalmente o empresário Dehon Morais Junior para participar do ato de inauguração da sede do referido diretório, o que foi, por ele, prontamente aceito. 

Na ocasião Dehon se fazia acompanhar do empresário e influente político com base eleitoral no Sul de Minas, Carlos Alberto Pereira, do Dr. Mário Heringer, Presidente do Diretório Regional do PDT/MG e de Shirley Soalheiro, Delegada daquela Regional e Presidente Estadual da AMT/MG que congrega as mulheres trabalhistas do estado montanhês. 

Dehon é Presidente do Diretório do PDT de Lavras e pré-candidato a Prefeito daquele Município.

A inauguração da sede do Diretório Municipal do PDT de Lambarí ocorrerá no  no dia 10 do corrente mês de setembro, às 19,00 horas, à rua Afonso Vilhena Paiva, 245, no Centro de Lambari.

O ex-Prefeito de Lavras e ex-Deputado Federal Carlos Alberto Pereira é presença indispensável neste a este evento, não só por constituir uma liderança pedetista inconteste no Sul de Minas e detentor de um capital político de cerca de 60 mil votos (na eleição de 2010), mas sobretudo por ser um grande amigo do diretório nascente.

Não é exagero afirmar que ele é quem realizou o parto do Diretório de Lambari, nesta fase em que ele deixa de ser uma sigla de aluguel para retornar à via do trabalhismo de verdade. 

O empresário Sandro Henrique de Carvalho, Presidente do Diretório Municipal de Conceição do Rio Verde e pré-candidato a Prefeito daquele município, confirmou sua presença, no próximo sábado naquela estância hidromineral, integrante do Circuito das Aguas,

Deverá comparecer a Lambari, nessa data, a fundadora e militante pedetista, Maria José Latgè, membro do Diretório Nacional do partido brizolista e Presidente Nacional do MAPI/PDT (Movimento de Aposentados, Pensionistas e Idosos) e que, juntamente com a sua regional (MAPI/MG) orientará o Diretório do Município a organizar o MAPI/LAMBRI.

Maria José esteve em grande atividade no conclave de Porto Alegre, onde esbanjou seu proverbial dinamismo.

Marco Antonio Resende, o Marcão, Prefeito de Lambari informou ao Tesoureiro do Diretório Municipal do PDT de Lambari, Eduardo Nogueira Martins, que se fará presente ao ato de inauguração da sede do Diretório do Partido Brizolista,  desta estância hidromineral, integrante do Circuito das Aguas. 

É presença certa a do ex-prefeito de Lambari e proprietário da Rádio Transmineral, Eugênio Carneiro Rodrigues, além de vários políticos e autoridades lambarienses.

 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Carlos Alberto Pereira prestigiará a inauguração da sede do PDT de Lambari


O empresário Carlos Alberto Pereira, ex-Prefeito de Lavras e ex-Deputado Federal, a maior liderança pedetista no Sul de Minas e detentor de um capital político de quase 60 mil votos (na eleição de 2010), confirmou sua presença, em Lambari, no ato de inauguração da sede do Diretório Municipal do PDT,  daquela estância hidromineral, integrante do Circuito das Aguas, o que acontecerá no dia 10 do próximo mês de setembro, às 19,00 horas..

Apesar de que a data foi definida somente hoje, já confirmaram a presença vários políticos e  autoridades lambarienses.


Também estará presente a fundadora e militante pedetista, Maria José Latgè, membro do Diretório Nacional do partido brizolista e Presidente Nacional do MAPI/PDT (Movimento de Aposentados, Pensionistas e Idosos).



Encaminhada pelo Diretório Regional do PDT de Minas Gerais, o Tribunal Regional Eleitoral/\MG registrou a Comissão Provisória de Diretório Municipal do PDT de Lambari. a qual ficou assim constituída:    

Presidente: Edson Nogueira Paim  

1º  Vice-Presidente: Cleber Ramos Bacha 

2º  Vice-Presidente: Marcos Antonio de Oliveira

Secretário: Antonio de Biaso Junior


Secretário: Antonio de Biaso Junior
 
1º SECRETÁRIO:  CARLOS ALBERTO SILVA - 1º - SECRETÁRIO

2º SECRETARiO: MÔNICA REGINA TUCCI .COUTINHO  - 2º - SECRETARiO

TESOUREIRO: tEDUARDO NOGUEIRA MARTINS  - TESOUREIRO

TESOUREIRO: LUCIMARA MARCIANO MARINHO

TESOUREIRO: jOSÉ FORTUNATO 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mesorregião do Campo das Vertentes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Campo das Vertentes
Localização
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregiões limítrofes Metropolitana de BH, Oeste de Minas, Sul de Minas e Zona da Mata.
Características geográficas
Área 12.563,667 km²
População 546.007 hab. est. 2006
Densidade 43,5 hab./km²
Indicadores
PIB R$ 2.958.033.146,00 IBGE/2003
PIB per capita R$ 5.586,23 IBGE/2003
A mesorregião do Campo das Vertentes é uma das doze mesorregiões do estado brasileiro de Minas Gerais. É formada pela união de 36 municípios agrupados em três microrregiões. Suas cidades mais importantes são Barbacena, São João Del Rei e Lavras, mas tendo como cidade eixo e pólo regional assim como central a cidade de São João del Rei.

Índice

Microrregiões

Perfil

Esta região tem o nome de Campo das Vertentes pelo fato deste lugar ser, em termos gerais, o início da Serra da Mantiqueira, que surge como um descampado no município de Barbacena, que por sua vez também é chamada de "Campos da Mantiqueira", sendo que nesta região, cujo relevo é formado por mares de morros, nascem e correm fluentemente muitos rios, que contribuem enormemente para a formação de três grandes bacias, duas de âmbito nacional: O Paraíba do Sul e o São Francisco; a de âmbito internacional é o caudaloso Paraná. Os afluentes do Paraíba do Sul são o Rio Pomba que nasce nas proximidades de Barbacena e o Rio Paraibuna que nasce na Serra do Ibitipoca. Na Serra do Ouro Branco, contravertente do Rio Piranga, nascem os afluentes do Rio Grande, por sua vez importante tributário do Rio Paraná, o famoso Rio das Mortes e o Rio Elvas; no sentido sul-norte nascem os rios que vertem para o Rio São Francisco; entre Conselheiro Lafaiete e Carandaí, na Serra da Noruega nasce o Rio Paraopeba; em Pedra do Indaiá, serra do Tamanduá nasce o Rio Lambari e o Rio Pará nasce em Desterro.

História

A região começa a ser habitada mesmo antes da descoberta do ouro. Em 1701, Tomé Portes Del Rei, natural de Taubaté, Estado de São Paulo, proprietário de uma fazenda às margens do rio das Mortes, ponto estratégico de acesso às minas de Caeté, Sabará e Ouro Preto, criou e obteve o direito de passagem pelo rio, com o nome de Porto Real da Passagem. Toma o nome de Ponta do Morro. Com o aparecimento do ouro logo em seguida (1702), o local passou a ser procurado por enorme quantidade de forasteiros. Em dois anos tomava o nome de Arraial Novo. Recém-empossado no governo da capitania de São Paulo e Minas, de passagem pelo rio das Mortes, Dom Braz Baltazar da Silveira resolveu elevar o Arraial Novo à categoria de vila, a quarta de Minas Gerais, por ato de 8 de dezembro de 1713, com o nome de São João Del Rei. Homenageia nesse nome o Rei Dom João V e o pioneiro da região. Quatro meses depois a vila era elevada à condição de cabeça de Comarca do Rio das Mortes.
Do início das explorações das jazidas de ouro até o século XIX a região cresceu desordenadamente formando núcleos populacionais próximos. O [[Arraial Velho depois de emancipado passa a chamar-se São José do Rio das Mortes, em 1860 toma o nome de São José del Rei e hoje Tiradentes, parece ter antecipado ao Porto Real da Passagem na exploração de ouro. Aumentando com rapidez a sua população e a sua produção diversificada, Tiradentes desmembrou-se de São João Del Rei em 1718, ultrapassando a sua rival. Durante 71 anos a Comarca do Rio das Mortes só teve dois municípios: São João Del Rei e Tiradentes. De São João Del Rei se emancipa Campanha em 1789 e de Tiradentes se emancipa Itapecerica em 1789, Barbacena em 1791 e Conselheiro Lafaiete em 1790. A comarca era enorme. A partir de Simão Pereira fazia divisa com o Rio de Janeiro e São Paulo, seguia no Sudoeste Mineiro pela Serra da Canastra, divisa com Goiás (hoje Triângulo Mineiro) até Dores do Indaiá na divisa com a Comarca do Rio das Velhas. Daí seguia em direção Leste até Mateus Leme. Desse ponto, em direção Norte margem esquerda do rio Paraopeba e depois a margem direita do rio Pomba fazendo divisa com a Comarca de Ouro Preto. De Cataguases a Simão Pereira, pela divisa do Rio de Janeiro fechava o território da Comarca de Rio das Mortes.
O município de Tiradentes passou a compor grande parte da Região Metalúrgica, Campo das Vertentes e Alto São Francisco. Municípios como Conselheiro Lafaiete, Barbacena, Itapecerica, Mateus Leme, Betim, Congonhas, Bonfim, Oliveira, Prados e Resende Costa pertenceram a Tiradentes. O município de São João Del Rei atingiu as regiões do Sul de Minas, e Zona da Mata Mineira, tendo pertencido a ele as seguintes localidades: Campanha, Conceição da Barra, Carrancas (depois passando a fazer parte de Lavras, de quem se emancipa), São Miguel do Cajuru, Ritápolis, Bom Sucesso, Itutinga, Dores de Campos, São Sebastião da Vitória, Ibertioga, São Tomé das Letras, Campo Belo, Lavras, Três Pontas, Boa Esperança, Juiz de Fora, Rio Preto e Simão Pereira.
A notoriedade da região no período colonial não é somente em função da produção aurífera e sua densa população, mas em face da variedade de sua produção; capacidade artesanal de sua população. O inglês John Mawe, que visitou Minas em 1809 e que se encantou com a Fazenda da Mantiqueira, nas proximidades de Barbacena, diz que tudo ali propiciava uma boa experiência agrícola: vasta planície, solo fértil banhado por numerosos cursos d´água podiam dar "200 grãos por 1". O gado ali é baratíssimo. Na Borda do Campo podia-se contemplar um são e viçoso linho, dando corte de três a quadro vezes no ano que era preparado, fiado e tecido em casa. "Na vizinhança de São João Del Rei (...) há uma singular espécie de pinheiros, de cuja casca transuda muita goma resinosa. (tinta para tecido) A madeira é de um belo vermelho escuro, cheia de nós e excessivamente dura. (...) Cultiva-se um pouco de algodão, que se fia a mão e com o qual se fabrica panos grosseiros para os negros; algumas vezes fazem dele panos mais finos para mesa. As senhoras de São João Del Rei gostam muito de fazer renda e são consideradas mais cuidadosas com cousas do lar do que as das outras cidades". Por causa de seus vales férteis e de clima ameno as colinas do Campo das Vertentes transformaram-se, ainda no século XVIII, no celeiro de cereais de Minas. Saint-Hilaire descreve com entusiasmo as mais raras espécies de árvores frutíferas, como pêssego, marmelo, maçã e uva que eram cultivadas na região, além de trigo e centeio. Na memória histórica da Capitania de Minas Gerais, atribuída ao Engenheiro José Joaquim da Rocha o narrador diz que no ano de 1778 São João Del Rei, cabeça da comarca, situada em terreno plano e agradável era abundante em caça e gado. Na mesma época reluta o Desembargador João Teixeira que "a Comarca do Rio das Mortes é a mais vistosa e a mais abundante de toda a capitania em produção de gado, hortaliça e frutos ordinários do País, de forma que além da própria sustentação, provê a toda a capitania de queijo, gados, carne de porco".
Dos municípios da região, São João e São José Del Rei, ficavam mais perto do Rio de Janeiro, centralizando as atividades do Sul da Capitania; tendo acesso muito próximo ao Caminho Real pôde usufruir das três maiores praças comerciais da Colônia. A comarca, que nunca dependera demasiadamente da mineração, supera com certa galhardia a crise econômica que se abateu sobre a Capitania, principalmente depois de 1780". À medida que se agravavam os sintomas da crise do ouro, foram-se igualmente intensificando as atividades rurais para exportação, especialmente nas vertentes do Rio Grande, ou seja, banda são-joanense da Comarca do Rio das Mortes. A banda de Tiradentes, as vertentes do São Francisco, voltava-se mais para o abastecimento da própria Capitania. O Rio de Janeiro, principalmente após a vinda da Família Real, passou a importar mais da região. A balança de mercado era favorável à Comarca do Rio das Mortes, de onde saíam toucinhos, queijos, algodão em rama, tecidos, chapéus de feltro, bois, bestas, galinhas, barras de ouro, açúcar, couros e fumo.
O poderoso senhor Inácio Correa de Pamplona, um dos delatores da Inconfidência Mineira foi o colonizador do lado franciscano do Campo das Vertentes. De sua luxuosa fazenda em Lagoa Dourada passa como mestre de campo, no mesmo estilo de seu conterrâneo Raposo Tavares, a atuar nas cabeceiras do São Francisco e no Triângulo Mineiro, na Picada de Goiás. Dornas Filho diz que Pamplona, em 1806 requereu o prêmio de delação que deveria ser "o hábito de Cristo para si e para seu filho, o padre Inácio; a administração e usufruto dos dízimos da freguesia e Termo de Tamanduá (Itapecerica) para seus filhos; a administração do subsídio literário das vilas de São José e São João Del Rei; a administração e usufruto da passagem do São Francisco". Pamplona alegava que suas reivindicações tinham mérito no fato de ter-se empregado no decurso de quarenta anos em franquear e povoar o dito continente, tendo feito seis estradas nele; desfez quilombos, desbaratou o gentio e animou os povos a estabelecerem-se naquele dito continente. Em Oliveira registra-se também a participação e interferência do inconfidente Padre Toledo e de Pamplona, que antes da delação eram amigos. No povoado de Nossa Senhora de Oliveira encontrava-se o padre Miguel Ribeiro da Silva, benquisto do povo e construía a capela local. Em 1780, padre Toledo, então vigário de São José do Rio das Mortes (Tiradentes) nomeou um protegido de Pamplona para a função de capelão, o padre Manoel Pacheco Lopes e para o descontentamento do povo, a obra da capela foi interrompida. Trocou-se um sacerdote de virtudes por um padre devasso que humilhou o povo e encobriu seus crimes. Não menos complicada foi a história paroquial de Tamanduá (Itapecerica). Embora distante da matriz de São José do Rio das Mortes, o padre Toledo queria continuar assistindo aquela freguesia e entrou em luta contra o bispo de Mariana. Associado a Pamplona o padre Toledo provocou a destituição do padre Gaspar Alves Godim, nomeado pelo bispo de Mariana.
Depois da Inconfidência Mineira ocorreu uma verdadeira diáspora em Minas em que os povos das regiões auríferas se espalharam em migrações internas para os extremos da Capitania. A região Sul era tomada quase inteiramente pela Comarca dos Rio das Mortes. No século XIX, especialmente após a Independência, verifica-se uma substancial mudança na região. O crescimento econômico gerou expansão para outras regiões da Província. Contribuiu também com a mudança da fisionomia da região os constantes desmembramentos com criação de novos distritos, municípios e comarcas.
O que caracteriza a economia desenvolvida na região é a policultura, a diversificação da produção adotada na época colonial e mantida no período monárquico. No Campo das Vertentes a plantação de café nunca foi monocultura. O fazendeiro tocava lavoura de café, mas mantinha seu engenho de açúcar, aguardente, moinhos, laticínios, criação de suínos, aves, pomares, artesanato utilitário e indústria caseira. O Sul de Minas, a Zona da Mata e a região central de Minas herdaram essa solução e essa vocação campo-vertentista. Francisco Sales, que nasceu na região em 1863, foi, na Primeira República, um dos mentores da política do café com leite, que do lado paulista tinha a intenção de privilegiar a monocultura do café e do lado mineiro tendia para a diversificação. Francisco Sales instalou uma propriedade no município de Matozinhos, próximo a Belo Horizonte, onde mantinha uma fazenda mista no estilo da Normandia. Justifica com consciência os benefícios: "a primeira vantagem da fazenda mista está no estrume gratuito para adubar as plantações. Vem em seguida a possibilidade de rotação de pastos e a produção in loco do alimento do gado que faz baixar o custo do leite, da manteiga, do toucinho, dos capados e novilhos de corte; avoluma o lucro na venda dos animais e dos produtos da pecuária. A diversidade das produções assegura, sem dúvida, o equilíbrio econômico da empresa: quando uns produtos estão em baixa de cotação, outros estão em alta". Tendo São João Del Rei como centro a região torna-se o carro-chefe da economia mineira atraindo indústria têxtil, extração mineral com alta tecnologia, com a chegada da St. John Del Rei Mining Company, em 1830. Em 1860 foi criado o Banco Almeida Magalhães. Em 1878, com subscrição própria de 4 mil contos de reis levantados por empresários da região, começam as obras da Estrada de Ferro Oeste de Minas. Com 100 quilômetros de extensão essa ferrovia ligou o sítio onde é hoje a cidade de Antonio Carlos a São João Del Rei, inaugurada em 1881, por Dom Pedro II. Mas tarde, já século XX, essa ferrovia se estende pelas vertentes do São Francisco até o Estado de Goiás, seguindo a velha trilha aberta por Anhanguera, há dois séculos.
Com relação à história política a região foi palco, cenário e elenco de memoráveis lutas de caráter nacional, desde os primórdios do ciclo da mineração. O desfecho final da Guerra dos Emboabas no triste e célebre "Capão da Traição", à beira do Rio das Mortes, em São José Del Rei (Tiradentes). Com o desmembramento da Capitania de São Paulo e Minas e definição da fronteira entre elas, em 1720, quinze anos depois o governador de São Paulo, Luiz de Mascarenhas tentou estender sua jurisdição até o município de Campanha, no Sul de Minas. Graças à atuação firme da Comarca do Rio das Mortes, o intento paulista não se realizou. No ocaso da mineração aluvial, São João e São José Del Rei participaram de forma efetiva da trama revolucionária da Inconfidência Mineira, nas ações de Joaquim José da Silva Xavier, Inácio Alvarenga Peixoto, Bárbara Heliodora, Padre Carlos Correia de Toledo, Resende Costa (pai e filho), Padre José Custódio Dias. Em 1808, um grupo de cidadãos da Comarca do Rio das Mortes assinou manifesto de apoio à elevação do Brasil à sede da Monarquia Portuguesa com D. João VI. Em 1822 os campo-vertenenses foram os primeiros de Minas Gerais a publicarem um documento de adesão à Independência, citando Montesquieu em defesa da liberdade dos cidadãos. Em 1833,São João Del Rei foi sede do governo mineiro dando posse ao vice-presidente da província, Bernardo Pereira de Vasconcelos, até que fosse debelada a sedição militar que, em Ouro Preto, depusera o presidente Manuel Inácio de Melo e Souza.
Em 1842, os liberais ganharam as eleições sendo as bancadas de Minas e de São Paulo as mais expressivas. D. Pedro II foi elevado à condição de maioridade para começar a governar. Imediatamente, premido pelas forças conservadoras dá o golpe e dissolve a Câmara dos Deputados e as Assembléias Provinciais. As forças liberais de São Paulo e Minas pegam em armas para exigir de D. Pedro II a volta à normalidade e à legalidade. Os mineiros reuniram-se primeiramente em Barbacena e foram-se organizando com a nomeação do presidente interino da Província. Em seguida transferiam o centro do movimento para São João Del Rei. As demais câmaras da região como Itapecerica, Oliveira, Tiradentes, Barbacena e Conselheiro Lafaiete aderiram-se imediatamente. O episódio mais cruento da revolta foi em Conselheiro Lafaiete. Os soldados da Guarda Nacional de Queluz e os recrutas civis, em 26 de julho de 1842 venceram as tropas legalistas, entrincheiradas no adro da matriz de Nossa Senhora da Conceição. Quando partiram para Santa Luzia para enfrentar o exército de Duque de Caxias, todas as demais regiões de Minas estavam coesas com as câmaras do Campo das Vertentes. Padre Marinho narra com minúcia a forma como esses contatos e adesões foram conseguidos numa província tão ampla e de difícil acesso como Minas Gerais.
No Movimento Republicano Mineiro destaca-se principalmente a participação dos políticos de Barbacena, a exemplo de Antonio Carlos Ribeiro de Andrada que desde 1886 aderiu ao Partido Republicano Mineiro. Salienta-se também a atuação do jornal "O Mineiro", que circulava por toda a região trombeteando palavras de ordem do Movimento Republicano e promovendo eleição de deputados republicanos. Na vida política republicana a região tem uma história notável com participação de figuras proeminentes como Francisco Sales, as famílias Resende, Andradas, Bias Fortes e Neves.

Referências Bibliográficas

BARBOSA, Waldemar de Almeida. A decadência das minas e a fuga da mineração. Belo Horizonte: UFMG, 1971.
CARRATO, José Ferreira. Igreja, Iluminismo e escolas mineiras colônias. São Paulo: Nacional, 1968.
CARVALHO, Daniel de. Francisco Sales: um político de outros tempos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1963.
COSTA, Joaquim Ribeiro. Toponímia de Minas Gerais. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1970.
MARINHO, José Antônio. História do movimento político de 1842. Belo Horizonte: Itatiaia: São Paulo: USP, 1977.
MAWE, John. Viagem ao interior do Brasil. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1922.
ROCHA, José Joaquim da. Memória histórica da capitania de Minas Gerais. Revista do Arquivo Público Mineiro. Ouro Preto, ano II, 1897.